Perfil do Município

Histórico

 

No início do século XVIII, começam a ser distribuídas as cartas de sesmarias para portugueses e luso-brasileiros de Paranaguá, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As primeiras terras palmeirenses pertenceram a João Rodrigues de França.

A presença dos portugueses, aqui como colonizadores:

‘Primeiros europeus a se instalar nesta região do Novo Mundo’, foram bandeirantes, fazendeiros, tropeiros e comerciantes, trouxeram a língua e a fé cristã. Enfrentaram inúmeras dificuldades para criar estruturas básicas para a vida civilizada: primeiras habitações, igrejas, escolas. Abriram estradas; são o tronco da família palmeirense’. – (Marcus V. M. Machado – Ocupação e povoamento dos Campos Gerais – 1999).

Do antigo caminho de Viamão, que vinha do Rio Grande do Sul em demanda à grande feira de Sorocaba – (SP) no trajeto do Campos Gerais, circuito dos índios Kaigangues, surgiu um pouso de tropeiros que ali aproveitavam as imensas pastagens para descanso e engorda do gado: Nasce a Vila da Palmeira.

Quem hoje caminha por Palmeira ainda pode sentir, mesmo tão distantes daqueles dias, um certo tom de bucolismo e nostalgia daquele tempo em que as imensas tropas de muares, bovinos e equinos eram levados para a feira paulista, destinados e distribuídos a abastecer o ciclo do Ouro nas Minas Gerais.

A cidade histórica de Palmeira, ainda conserva em muitos d seus prédios e residências e nas igrejas, os traços indeléveis do ciclo histórico e econômico como o tropeirismo.

As condições desfavoráveis da Freguesia de Tamanduá, levaram o Vigário Antônio Duarte dos Passos a estabelecer uma nova Igreja onde hoje se encontra edificada a Igreja Matriz, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Palmeira, cujas terras foram doadas pelo Tenente Manuel José de Araújo, por vontade de sua mulher Dona Ana Maria da Conceição de Sá, por ato de 07 de abril de 1819 (data de aniversário do Município).

A população foi se transferindo para o povoado, nas cercanias do novo templo. A corrente de povoamento se avolumou a partir de 1878 com a chegada dos imigrantes russo-alemães, poloneses, italianos, ucranianos, árabes e mais recentemente os sírio-libaneses, japoneses e alemães menonitas entre outros povos.

Ainda hoje as centenárias fazendas como a Conceição, Palmeira, Padre Inácio, Alegrete, são testemunhas de uma época de muito fausto e riqueza.

A fé de seu povo é registrada em edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, as Capelas de Nossa Senhora das Neves e do Senhor Bom Jesus do Monte, na localidade de Vieiras, onde o imigrante português Bento Luiz da Costa, erigiu um conjunto de 14 pequenas capelas para pagar as graças recebidas, com suas capelinhas de pedra em formato de cruz.

Também foi em Palmeira o palco da única experiência anarquista na América Latina, a Colônia Cecília, na localidade de Santa Bárbara, pelos idos de 1890/94, liderados pelo Filósofo e Agrônomo Italiano, Giovanni Rossi, que aqui tentou implantar uma colônia anarquista, baseada nos ideais de liberdade.

Quase 200 anos já se passaram do seu surgimento, e Palmeira não se tornou uma cidade velha. Nas suas ruas, praças e recantos nos defrontamos com a história de um povo que tem suas raízes na imigração européia e tantos outros povos, mantendo seus costumes e tradições, formando assim um mosaico étnico, tal qual nosso Paraná.

Palmeira mesmo com as marcas do progresso, continua acolhedora e para muitos ‘Um recanto de felicidade’, pois ‘Os homens fazem sua própria história. Mas não a fazem sob circunstâncias de suas escolhas e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado’ (Karl Marx). Desta forma as gerações futuras terão sua identidade cultural assegurada e, conforme o dizer do Historiador Marcus Vinícius Molinari Machado – ‘Pelo passado presente nos reconhecemos coletivamente como semelhantes; nos identificamos como elementos restantes do nosso grupo e nos diferenciamos dos demais’. Assim os palmeirenses se propõem em fazer juntos, de Palmeira, uma terra acolhedora, capazes de gerar a disciplina, a riqueza e a prosperidade, vivendo e convivendo sempre com uma era de paz, de amor e de alegria, como um altar vivo e florido nos corações, conforme a reflexão do hino. E:

‘Se quisermos repensar a cidade, reconhecendo a sua importância cultural e econômica, advinda da convergência humana, é para o futuro que devemos olhar; a crença em um futuro sustentável que deve orientar a busca por uma melhor compreensão dos centros urbanos e das formas de construir e de reconstruí-los. Nessa perspectiva, o passado é apenas um espetáculo à parte’ (Brian Goodey).

Porém cuidar e tratar da memória com consciência é compor com historicidade a razão e a existência de um povo, que não deixará sequer uma lacuna de sua história, pois o zelo dispensado a todas as coisas foi feito com primor. Tenhamos certeza, que tudo isto valerá a pena. Assim é certo dizer: ‘Avalia-se a história e a cultura de um povo, pelo zelo dado aos seus pertences‘.

Palmeira hoje alicerçada na atividade agropecuária presencia nas últimas décadas do século XX o desaparecimento da atividade madeireira, para o aparecimento das propriedades que se desenvolvem em regime da economia familiar, prestação de serviços, agroindústria, cultivo de soja, milho, batata, fumo em grandes escalas, motivava pela eminência de novas e tantas oportunidades; por seu clima Histórico e Cultural, Rural e Natural, Étnico e Religioso, Palmeira ‘A Cidade Clima do Brasil é um lugar ímpar no mundo, conta com mais de 32 mil munícipes, trabalhando para o progresso desta terra onde os visitantes podem desfrutar de um clima ameno, belezas naturais, a tranquilidade e a hospitalidade de sua gente.

 

Artigo escrito por: Vera Lúcia de Oliveira Mayer

Coordenadora do Museu Histórico

Membro Efetivo do IHGP

 


 

Lendas de Palmeira

LENDA DO CAPÃO DO MANHOSO

Foram ali enterrados, no tempo da escravatura, os corpos de muitos negros cativos. Os escravos, iam a noite, chorar os seus mortos e encomendar as suas almas, o que faziam através de cânticos impregnados de uma profunda tristeza, de pungente nostalgia, num tom de choro e lamentação, pondo um quê de profundamente patético, no silêncio da noite. Desse choro e da lamentação tristonha dos negros escravos, se originou o nome de “Capão do Manhoso”, nome ao qual  se ligou muita história e muitas lendas de “Assombrações ou Ensombrações”, aparições, visagens, almas penadas, etc.. confundindo essas histórias com as lamentações antigas, perdidas no tempo, dos negros que iam ali para chorar ou prantear seus mortos.

Eram poucas, bem poucas as pessoas que se aventuravam a passar pelo “Capão do Manhoso”, à noite ou em horas avançadas, temerosas das coisas incríveis e extraordinárias que juravam que ali acontecia.

LENDA DO CAVALO SEM CABEÇA

Um cavaleiro que desce pela rua conceição, montado em um cavalo branco sem cabeça, e que chegando a praça Marechal Floriano Peixoto, defronte a Igreja Matriz e ali desaparece.

PIANO DO CLUBE PALMEIRENSE

Um piano existente no Clube Palmeirense, que em horas  avançadas da noite, sem nenhuma explicação, era tocado por mãos estranhas e mais ainda misteriosas.

A LENDA DO FANTASMA DE BRANCO

Esse fato aconteceu há muitos anos e não é bem lenda mas uma história engraçada que merece ser contada: aconteceu em Palmeira por volta de 1930, um fato que estava assustando muitos moradores da rua Dr. Vicente Machado:

“Todas às sextas feiras à meia noite, descia um fantasma e dançava de fronte ao Centro Espírita  que naquela época já existia. O povo achava que aquele era o fantasma do fundador do mesmo centro. Os moradores daquela rua já estavam assustados!

Um grupo de homens mais corajosos sabendo desse acontecimento, resolveram ver o que estava acontecendo : quando soou a meia noite, apareceu como de costume o Fantasma dançarino. Os homens pularam sobre ele, e tiraram-lhe o lençol e demonstraram que não era nenhum fantasma mas sim um Palmeirense que queria assustar a população com suas gozações.

A CRUZ DO CEMITÉRIO DA CAPELA DO Sr. BOM JESUS

Naquela época, não se podia comprar uma cruz boa. Uma certa pessoa resolveu roubar a melhor cruz que havia no Cemitério Municipal e colocou-a no túmulo de um parente seu, falecido recentemente. Chegada  a noite, essa pessoa ouvia uma voz que dizia:

  • “Eu quero a minha cruz, foi a Aninha que me deu”

A pessoa muito amedrontada, assim que amanheceu o dia foi correndo devolver a cruz que havia roubado.

LENDA DA CAVEIRA

No tempo que atrás da Capela do Sr. Bom Jesus era cemitério, aconteceu o seguinte fato:

Uma senhora certa vez foi a capela para rezar. Lá chegando, avistou uma caveira, achando-a muito interessante levou-a para casa para fazer dela uma farinheira. Quando essa senhora dormiu, teve um terrível sonho, sonhou que uma caveira caíra sobre ela, mas ao verificar, percebeu que a mesma estava local onde a havia deixado.

No dia seguinte, ao acordar, levou a caveira ao cemitério e colocou-a no lugar onde estava.

A CRUZ DO CEMITÉRIO DA CAPELA DO SENHOR BOM JESUS

Naquela época, não se podia comprar uma cruz boa. Uma certa pessoa resolveu roubar a melhor cruz que havia no Cemitério Municipal e colocou-a no túmulo de um parente seu, falecido recentemente. Chegada à noite, essa pessoa ouvia uma voz que dizia:

  • “Eu quero a minha cruz, foi a Aninha que me deu”.

A pessoa muito amedrontada, assim que amanheceu o dia foi correndo devolver a cruz que havia roubado.

MULHER DE BRANCO

Uma mulher descomunal e vestida de branco, era vista às sextas-feiras de quaresma nas escadarias do Grupo Jesuíno Marcondes, descia correndo e ia desaparecer misteriosamente no parquinho.

PROCISSÃO DOS MORTOS

Há quem afirme que os mortos enterrados no cemitério de nossa cidade, em uma noite determinada do ano, saem em procissão até a Praça Marechal Floriano Peixoto e lá desaparecem.

APARIÇÃO DE UMA FREIRA

Aparecia a quem passasse depois da meia-noite por frente da Capela do Senhor Bom Jesus, uma freira, essa freira corria atrás das pessoas dando-lhes um tremendo susto.

ALMA PENADA

Havia no antigo cemitério de Palmeira, localizado nos fundos da Capela do Bom Jesus, uma alma penada.

Todas as quartas feiras, quem por ali passasse ouvia um gemido muito sentido e que se alterava cada vez mais. Muitas a muitas pessoas fizeram preces e orações, para aquela alma descansasse em paz.

LENDA DO LOBISOMEM DA VILA MARIA

Dizem que houve no local homens que tendo relações impuras com suas comadres, emagreciam e todas as sextas feiras da quaresma, altas horas da noite, saiam de suas casas transformados em cachorros, mordendo a quem o encontra-se, ficando essas pessoas também sujeitas a transformarem-se em lobisomem.

CARROÇA DA RUA CONCEIÇÃO

Em uma determinada noite do ano, desce a rua conceição uma carroça branca, puxada por dois cavalos também brancos, sem cabeça, mas, que possuem uma cruz na testa e que desaparecem ao chegarem na Igreja Matriz.

CARROÇA SEM CAVALOS

Uma carroça que sem ser puxada por cavalos, descia em desabalada a carreira da rua Dr. Vicente Machado, indo desaparecer, sem deixar vestígio no antigo e já não existente Tanque do Moinho.

Fonte: Livro Memórias de Palmeira, 1992


 

INDICADORES

 

POPULAÇÃO

URBANA

RURAL

MULHERES

HOMENS

ELEITORES

32.125

19.376

12.749

16.079

16.046

25.546

Fonte: IPARDES

ÁREA TERRITORIAL DO MUNICÍPIO

O Município tem uma área territorial de 1.457,262 km². Está a 80,90 Km da Capital, é cortada por duas  BR e uma PR, sendo que a BR 277 é corredor do MERCOSUL, ligando  Foz do Iguaçú  ao Porto de Paranaguá, a PR 151 liga o Sudoeste ao Sul do Paraná, e a BR 376 faz a ligação de Curitiba a Ponta Grossa e as regiões Norte e Noroeste do Paraná.  A cidade está a 181  km do Porto de Paranaguá e a 103  km do Aeroporto Afonso Pena. Temos acesso a linha férrea,  através da localidade Rio do Salto, a 15 km da sede do município e também a passagem da rede de gás natural, pelo município.

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO MUNICÍPIO

O município de Palmeira  foi fundado em 1.869, está localizado na região sul do Paraná,  na zona fisiográfica dos Campos Gerais, na Mesorregião Centro Oriental Paranaense,  distante da  capital 80,90  km, cortada pela BR 277, corredor do Mercosul, que liga Paranaguá  a Foz do Iguaçu e pela PR 151, que liga o Sudoeste ao Sul do Paraná e  também pela BR 376, que liga Curitiba a Ponta Grossa e regiões Norte e Noroeste do Paraná. Está integrada na região de domínio do Segundo Planalto Paranaense ou Planalto de Ponta Grossa, faz divisa com os municípios da Lapa, Porto Amazonas, São João do Triunfo, Teixeira Soares, Ponta Grossa e Campo Largo.

Possui dois distritos, sendo de Palmeira e Papagaios Novos. Localiza-se a uma  latitude 25º25’46” sul e a uma longitude 50º00’23” oeste, estando a uma altitude de 865 metros.

Possui um clima ameno no verão e frio no inverno, onde a temperatura oscila entre 32,4º C e 0,5º C. Devido a este seu clima temperado e seco, Palmeira é considerada a “Cidade Clima do Brasil.

A economia do município está assentada no setor primário : pecuária e agricultura, onde destacam-se as culturas de soja, milho, feijão, arroz, cevada e trigo. No setor secundário encontram-se as indústrias de beneficiamento e transformação de madeira, bem como a indústria de laticínios.

NÚMERO DE HABITANTES POR FAIXA ETÁRIA

FAIXA ETÁRIA (anos)          MASCULINA          FEMININA       TOTAL

Menores de 1 ano                               217                         202                  419

De 1 a 4                                              950                         964               1.914

De 5 a 9                                           1.399                      1.358               2.757

De 10 a 14                                       1.619                       1.625              3.244

De 15 a 19                                       1.609                       1.445              3.054

De 20 a 24                                       1.338                       1.435              2.773

De 25 a 29                                       1.236                       1.236              2.472

De 30 a 34                                       1.579                       1.184              2.763

De 35 a 39                                       1.157                       1.227              2.384

De 40 a 44                                       1.163                       1.212              2.375

De 45 a 49                                          957                          973              1.930

De 50 a 54                                          798                          830              1.628

De 55 a 59                                          598                          618              1.216

De 60 a 64                                          456                          604              1.060

De 65 a 69                                          367                          395                 762

De 70 a 74                                          283                          332                 615

De 75 a 79                                          166                          233                399

De 80 anos e mais                             154                           206                 360

 Idade ignorada                                                                                      1 4 5

TOTAL                                            16.046                       16.079           32.125

FONTE/IBGE

 

 POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA
 15.858

FONTE: IBGE – Censo Demográfico

 

TAXA DE ANALFABETISMO DE 15 ANOS OU MAIS
4,23 %

FONTE: IBGE – Censo Demográfico

 

PROPORÇÃO DE  MORADORES ABAIXO DA LINHA DA POBREZA E INDIGÊNCIA
69.2%  acima da linha da pobreza
16,7 %  entre a linha da indigência e pobreza
14,0% abaixo da linha da pobreza

FONTE: IBGE – Censo Demográfico-2010

 

INDÍCE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO-IDHm
0,763

FONTE:IBGE

 

REDE DE ENSINO

CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL – 05
ESCOLA ESPECIAL: 01
ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL- 15 MUNICIPAIS E 14  ESTADUAIS
ENSINO MÉDIO – 04 ESTADUAIS
ENSINO DE JOVENS E ADULTOS – 01
ENSINO SUPERIOR – 03
ENSINO PROFISSIONALIZANTE – SENAI :  Em fase  de implantação
ESCOLAS PARTICULARES – 03

FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL

 

EQUIPAMENTOS DE SAÚDE
                                                                                          URBANO              RURAL
HOSPITAIS                                                                           02                           01
UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE                                     01                          11
UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA                                04
POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO                            05
CENTRO DE SAÚDE                                                           01
CENTRO ODONTOLÓGICO                                             01
CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS                            19   (NAS UNIDADES DE SAÚDE E ESCOLAS)
UNIDADE DE SAÚDE DA MULHER E DA CRIANÇA    01
UNIDADE DE REABILITAÇÃO FÍSICA                            01
LABORATÓRIO                                                                     02
 

 

 

 

SANEAMENTO AMBIENTAL

                   AÇÃO

SITUAÇÃO APRESENTADA

ESGOTAMENTO SANITÁRIO                           98% de cobertura na área urbana
ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL 100% de cobertura na área urbana e aproximadamente 65 % de cobertura na área rural, efetivadas  através  de recursos do PAC I/FUNASA
DRENAGEM URBANA A drenagem urbana está sendo implantada em todas as ruas que estão recebendo pavimentação asfáltica . No centro da cidade, que possui pavimentação asfáltica antiga a rede de drenagem é precária.
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS  A coleta de resíduos sólidos é feita através de empresa terceirizada, totalizando  10 toneladas /dia, sendo encaminhada para o  Aterro Sanitário do município. Temos também coleta seletiva na área urbana.

FONTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA/2013

 

CONHECIMENTO REFERENTE ÀS PRÁTICAS SALARIAIS DE EMPRESAS JÁ EXISTENTES

A questão salarial depende da política de recursos humanos de cada empresa e o nível do cargo de cada funcionário. O salários  geralmente partem de um salário fixo, mais remunerações e vantagens variáveis .  Varia também de acordo  com a  oferta de vagas no mercado e a formação profissional do empregado.

 

PROBABILIDADE DE INSTALAÇÕES DE OUTRAS EMPRESAS DURANTE OS PRÓXIMOS 5 ANOS

O Plano Diretor do Município , estabelece na seção VI, da Política de Desenvolvimento Econômico, diretrizes e estratégias para atrair e recuperar as atividades industriais  do município, bem como,  o desenvolvimento do comércio local e investimentos no turismo local sustentável.

 

TRANSPORTE PÚBLICO

O transporte público urbano é bastante incipiente, atende alguns bairros, em horários bastante espaçados. Na área rural, geralmente as comunidades possui atendimento uma vez por semana. Possuímos linha de Transporte Metropolitano, ligando a Palmeira, com as cidades vizinhas de Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e São  Mateus do Sul  e intermunicipal, com linhas para Curitiba, Campo Largo, Irati e Guarapuava.

 

ATUAL SITUAÇÃO NA ÁREA INDUSTRIAL

Possui uma área de Distrito Industrial localizado em posição privilegiada em relação às duas principais rodovias que cortam o perímetro urbano e ao direcionamento dos ventos predominantes. Sua área de 1.000.000 m² (Um Milhão de metros quadrados) ainda possui grandes lotes sem edificações que são ofertadas a empreendedores por meio de Concessão e futura transferência de domínio após concretização da empresa no município. Além deste Distrito, o município ainda conta com um Parque Industrial, de menores proporções e um Centro Empresarial que servia para abrigar o processo que “Incubadora Industrial”, destinada a pequenos empresários.

Nas questões industriais ainda é importante salientar a presença de duas grandes empresas: A empresa Baston do Brasil, segunda maior empresa nacional de produtos em aerossol e a empresa Huhtamaki, no interior do município, responsável pela elaboração produto em celulose como as embalagens da empresa Mc Donalds e a Itesa  trabalha no setor de injeção  em  alumínio  para Industria  automotiva.

 

EXISTÊNCIA  DE SINDICATOS E SUA INFLUÊNCIA
Sindicato do Trabalhador Rural
Sindicato Rural de Palmeira -Patronal
Sindicato dos Servidores Públicos do Município
Sindicato dos  Trabalhadores em Indústrias de Papel – SINTRAPEL
Sindicato dos Marceneiros

Cabe ressaltar que todos os sindicatos estão  atuantes, representando os interesses de seus filiados.

EXISTÊNCIA DE HOTÉIS PARA SUPORTE TÉCNICO

          HOTEL                                                                        DISTÂNCIA DO CENTRO DE PALMEIRA
Refúgio Verde Sossego Pousada Rural                                          PR 151 km 400
Pousada Campos Gerais em Colônia  Witmarsum                      BR 277 km acesso km 154
Pousada Katarina em Colônia Witmarsum                                  BR 277 km acesso km 154
Pousada Siebert em Colônia Witmarsum                                     BR 277 km acesso km 154
Palmeira Clima Hotel                                                                      RUA XV DE NOVEMBRO 530
Hotel Vereda                                                                                     RUA CONCEIÇÃO Nº 2.011
Pousada do Beco                                                                               Travessa Dezoito de Dezembro 66
Rancho da Guaiaca Pousada Rural                                              PR 151 km 408 Faxinal do SilvaHotel São Domingos                                                                       Rua  Conceição  1054

 

EXISTÊNCIA DE GALPÕES PARA ALUGAR

Existe em quantidade pequena, mas se houver procura por esse tipo de  imóveis, também aumenta a oferta de imóveis voltada para o setor.

 

INCENTIVO FISCAIS

Existem incentivos a nível municipal, conforme a Lei nº 1.958/97.

I-                    Rede de abastecimento de água e esgoto

II-                 Rede de distribuição de energia elétrica

III-               Rede de telefonia

IV-               Sistema de escoamento de águas pluviais

V-                  Vias de circulação em condições de tráfego permanente

VI-               Doação de área, limpeza e  terraplanagem do terreno

 

AGÊNCIAS BANCÁRIAS

BANCO DO BRASIL 01
CAIXA ECONÔMICA 01
ITAÚ 01
HSBC 01
BRADESCO 01
SICREDI 01

 

MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho formal do município apresentou em seis anos saldos positivos na geração de novas ocupações entre 2004 e 2010. O número de vagas criadas neste período foi de 2.124. No último ano as admissões registraram 3.219 contratações contra 2.767 demissões. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado de trabalho formal em 2010 totalizava 6.265 postos, 25,4% a mais em relação a 2004. O desempenho do município ficou abaixo da média verificada para o Estado, que cresceu 36,9% no mesmo período.

Indústria de Transformação foi o setor com maior volume de empregos formais, com 1.950 postos de trabalho, seguido pelo setor de Comércio com 1.342 postos em 2010. Somados, estes dois setores representavam 52,5% do total dos empregos formais do município. Os setores que mais aumentaram a participação entre 2004 e 2010 na estrutura do emprego formal do município foram Indústria de Transformação (de 22,16% em 2004 para 31,13% em 2010) e Construção Civil (de 1,38% para 1,85%). A que mais perdeu participação foi Serviços de 22,34% para 18,85%.

 

EVOLUÇÃO DO EMPREGO FORMAL EM MUNICÍPIOS COM MAIS DE 30.000 HABITANTES DO ESTADO DO PARANÁ

PERÍODO: ABRIL DE 2013

 

POSIÇÃO NO RANKING           MUNICÍPIO         ADM       DESL     SALDO     VAR.REL %

38º                                           PALMEIRA            375           336           39                0,66

FONTE: CAGED – MTE/SPPE/DES/CGET

Periodo: Jan – Abril/2013
Setor: Todos
SubSetor: Todos

Perfil do Município Palmeira
Movimentação agregada

Município

%

Micro Região

%

UF

%

Brasil

1) Admissões

1.381

6,68

20.666

0,24

582.332

0,02

7.356.000

2) Desligamentos

1.704

8,79

19.377

0,33

518.965

0,02

6.894.291

Nº Emp. Formais – 1º Jan/2013

6.255

5,70

109.800

0,24

2.580.366

0,02

39.547.080

Total de Estabelecimentos

2.033

8,03

25.314

0,32

628.489

0,03

8.002.281

Variação Absoluta

-323

1.289

63.367

461.709

http://bi.mte.gov.br/bgcaged/caged_perfil_municipio/index.php

 

 

Informações para o Sistema Público de Emprego e Renda – Dados por Município

                                                       FLUTUAÇÃO DO EMPREGO FORMAL – PALMEIRA-PR
Jan/2013 até Abr/2013
Total das Atividades
IBGE Setor

Admitidos

Desligados

Saldo

1 – EXTR MINERAL

4

9

-5

2 – IND TRANSF

569

585

-16

3 – SERV IND UP

0

0

0

4 – CONSTR CIVIL

41

40

1

5 – COMERCIO

287

268

19

6 – SERVICOS

345

371

-26

7 – ADM PUBLICA

0

0

0

8 – AGROPECUARIA

135

431

-296

Total

1.381

1.704

-323

 

Ocupações com Maiores Saldos
CBO 2002 Ocupação

Admitidos

Desligados

Saldo

821450 – REBARBADOR DE METAL

71

31

40

513205 – COZINHEIRO GERAL

34

20

14

813125 – OPERADOR DE PRODUCAO (QUIMICA. PETROQUIMICA E AFINS)

61

49

12

782510 – MOTORISTA DE CAMINHAO (ROTAS REGIONAIS E INTERNACIONAIS)

59

48

11

512105 – EMPREGADO DOMESTICO NOS SERVICOS GERAIS

15

4

11

 

Ocupações com Menores SaldosCBO 2002 Ocupação

Admitidos

Desligados

Saldo

622505 – TRABALHADOR NO CULTIVO DE ARVORES FRUTIFERAS

65

330

-265

784205 – ALIMENTADOR DE LINHA DE PRODUCAO

222

270

-48

414215 – CONFERENTE DE CARGA E DESCARGA

23

47

-24

521110 – VENDEDOR DE COMERCIO VAREJISTA

68

86

-18

514225 – TRABALHADOR DE SERVICOS DE LIMPEZA E CONSERVACAO DE AREAS PUBLICAS

91

108

-17

 

Fonte: CAGED/TEM

 

 

 

SALÁRIO MÉDIO DE ADMISSÃO
Jan/2013 até Abr/2013

Total das Atividades
IBGE Setor

Salário Médio de Admissão (R$)

1 – EXTR MINERAL

1.420,50

2 – IND TRANSF

931,57

3 – SERV IND UP

0,00

4 – CONSTR CIVIL

1.044,95

5 – COMERCIO

877,24

6 – SERVICOS

904,04

7 – ADM PUBLICA

0,00

8 – AGROPECUARIA

853,45

 

Ocupações com Maiores Saldos
CBO 2002 Ocupação

Saldo

Salário Médio de Admissão (R$)

821450 – REBARBADOR DE METAL

40

940,94

513205 – COZINHEIRO GERAL

14

933,06

813125 – OPERADOR DE PRODUCAO (QUIMICA. PETROQUIMICA E AFINS)

12

703,77

782510 – MOTORISTA DE CAMINHAO (ROTAS REGIONAIS E INTERNACIONAIS)

11

1.269,12

512105 – EMPREGADO DOMESTICO NOS SERVICOS GERAIS

11

621,73

 

Ocupações com Menores Saldos
CBO 2002 Ocupação

Saldo

Salário Médio de Admissão (R$)

622505 – TRABALHADOR NO CULTIVO DE ARVORES FRUTIFERAS

-265

784,00

784205 – ALIMENTADOR DE LINHA DE PRODUCAO

-48

842,08

414215 – CONFERENTE DE CARGA E DESCARGA

-24

774,78

521110 – VENDEDOR DE COMERCIO VAREJISTA

-18

787,25

514225 – TRABALHADOR DE SERVICOS DE LIMPEZA E CONSERVACAO DE AREAS PUBLICAS

-17

831,27

Fonte: CAGED/MTE