Ponte sobre o Rio dos Papagaios

Construída em dois arcos de alvenaria de pedra, cruzando o Rio dos Papagaios, na então chamada Estrada do Mato Grosso que ligava Curitiba a Palmeira, é considerada um monumento de engenharia nacional. Já centenária, a ponte, é também chamada de Ponte de Dom Pedro, por remontar ao tempo do Império e haver sido sua construção autorizada por D. Pedro II. Custou à época cerca de 44 contos de réis e todas as pedras utilizadas na obra foram extraídas das pedreiras de grés dos Campos Gerais, de rochas homogêneas e resistentes, sem o emprego da pólvora – condições, aliás, estipuladas no contrato de construção. Os blocos foram talhados à mão em arestas vivas, em faces lisas e exatamente perfiladas conforme os desenhos ou projetos.

Nenhuma pedra foi empregada sem ter sido antes examinada pelo engenheiro responsável, ou por ajudante seu. Na alvenaria de argamassa e na alvenaria seca só se admitiam pedras em forma de paralelepípedo que não exigissem calços cuja grossura excedesse 15 milímetros.

Entre os vãos dos dois arcos existia um medalhão em mármore roxo da colônia Alfredo Chaves, hoje Colombo, com os seguintes dizeres: “A Província do Paraná presta homenagem a um de seus mais ilustres admiradores, o pranteado Lamenha Lins, que mandou executar esta obra, e ao Engenheiro que a delineou, Capitão Francisco Monteiro Tourinho, ambos já falecidos. Em jus à gratidão e à saudade de seus cidadãos”.

Localização: Divisa Municipal, Rodovia Federal BR-277, aproximadamente Km 50.

Data da construção: 1875-1876.

Autor do projeto: Francisco Antônio Monteiro Tourinho.

Proprietário: Governo do Estado do Paraná.

Tombamento estadual: Processo n°42/73, Inscrição n°41. Livro do Tombo Histórico. Data: 03/09/1973.

Ingresso: não

Caráter: público

Bibliografia: Arquivos da Curadoria do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

TOURINHO, Luís Carlos. “Centenário da Ponte Sobre o Rio dos Papagaios” in Boletim do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, vol. XXX, Curitiba, 1976.

Como chegar:

 

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